Era uma vez uma princesa cor de pálida Lua
que vestia os melhores vestidos para ser vista na rua.
Nos pés trazia, em vez de sapatos de cristal,
saltos altos chamativos: verdes, índigo ou coral.
E a princesa desfilava rua abaixo, rua acima...
Ancas baloiçantes num toc toc provocante.
Cabelos soltos esvoaçantes e vestidos de popelina.
Param carruagens, mas nenhum cavaleiro andante.
Já é meia noite,
Mas nem abóbora nem fada madrinha.
A princesa continua sozinha.
Os pés doridos e a noite está fresquinha.
Finalmente para alguém: um príncipe por ventura?
É um ogre. Terá que servir
para sua desventura.
Embarca a princesa, fingindo o agrado.
Cheia de sorrisos, cheia de pompa.
O ogre saliva, que malfadado!
Felizes por momentos, é apenas uma compra.

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